Estamos extremamente obcecados com o melhor. Não entendo e não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só o que a gente quer é saber do melhor.
Melhor em tudo mesmo, melhor computador, melhor tênis, melhor carro, melhor celular. Bom não basta. O ideal é ser o melhor em tudo.
Acontece que, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécia de insatisfação permanente, em um eterno desassossego. Não aproveitamos o que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada propaganda nos convence de que merecemos ter mais do que temos, cada artigo que lemos nos faz imaginar que s outros estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedindo de desfrutar o bom que já temos.
Já por outro lado...
É triste perceber como a frivolidade tomou conta das pessoas, das relações, sejam elas afetivas ou profissionais.
Fala-se que se deve, não o que sente. Mostra-se o que é mais útil, não o que mais interessa.
E estamos acostumados a não revelar sequer a nós mesmo quem somos, ou, pior, temos preguiça de procurar em nós quem somos.
Até quando isto vai continuar? Até quando vamos continuar a pensar com a cabeça e não com o coração? até quando?
Nenhum comentário:
Postar um comentário